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Duplicata escritural: o que muda com a implantação do novo sistema?

A duplicata escritural já é uma realidade no mercado financeiro brasileiro. Com o início da implantação do novo sistema pelo Banco Central, empresas de todo o país passam a contar com um modelo mais moderno para operações com recebíveis.

Para quem utiliza a antecipação de duplicatas como estratégia de capital de giro, acompanhar essa evolução é essencial. Neste artigo, você confere as principais atualizações sobre a implantação e entende o que muda, na prática, para o seu negócio.

O que é a duplicata escritural?

Criada pela Lei nº 13.775/2018, a duplicata escritural é a versão digital da duplicata mercantil. Em vez do título em papel, todo o processo de emissão, registro e escrituração acontece eletronicamente em sistemas autorizados pelo Banco Central, com vínculo à Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).

Esse modelo aumenta a confiabilidade das operações e reduz riscos para empresas e instituições financeiras.

Quer entender melhor como ela funciona? Confira também o artigo “Duplicatas escriturais: facilitando a gestão financeira e reduzindo custos“.

O que mudou em 2026?

Em 30 de junho de 2026, o Banco Central lançou oficialmente o ecossistema da duplicata escritural e divulgou o cronograma de implantação nacional.

Atualmente, o sistema está na fase de produção assistida, um ambiente controlado para que empresas e instituições financeiras ajustem seus processos, validem operações e evoluam o ecossistema antes da obrigatoriedade.

Como será a implantação?

A adoção será gradual, permitindo que o mercado se adapte sem interrupções. O calendário definido pelo Banco Central é:

Fase

Quando

Quem é afetado

Produção assistida (voluntária)

A partir de julho/2026

Qualquer empresa que queira testar antecipadamente

Pleno funcionamento do sistema

Dezembro/2026

Sistema disponível para operação plena

Obrigatório para grande porte

Junho/2027

Receita bruta anual acima de R$ 300 milhões

Obrigatório para médio porte

Dezembro/2027

Receita bruta anual entre R$ 4,8 milhões e R$ 300 milhões

Obrigatório para pequeno porte

Junho/2028

Receita bruta anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões

Mesmo antes da obrigatoriedade, as empresas já podem iniciar sua adaptação e se preparar para esse novo cenário.

Quais são os benefícios para as empresas?

A duplicata escritural moderniza a gestão dos recebíveis e traz vantagens importantes para as operações de crédito:

  • Mais segurança: reduz riscos de fraudes e duplicidade de garantias.
  • Maior transparência: rastreabilidade total das operações, facilitando auditorias e validação dos recebíveis.
  • Menos burocracia e mais agilidade: Processos de emissão, registro e antecipação de recebíveis mais rápidos e simplificados.
  • Melhores condições de crédito: amplia a concorrência entre financiadores, favorecendo taxas mais competitivas.

Na prática, as empresas passam a contar com um ambiente mais confiável e eficiente para transformar vendas a prazo em capital de giro.

A duplicata em papel vai acabar?

Não imediatamente.

A duplicata tradicional continua válida durante o período de transição. A migração para o modelo escritural ocorrerá de forma gradual, conforme o cronograma definido pelo Banco Central.

O mercado já está se preparando

A implantação da duplicata escritural já movimenta o mercado financeiro. Entre os principais avanços estão:

  • B3 autorizada como escrituradora, fortalecendo a nova infraestrutura do sistema.
  • Produção assistida em andamento, validando as operações antes da obrigatoriedade.
  • Integração entre ERPs, registradoras e instituições financeiras, tornando os processos mais eficientes.
  • Maior transparência nas operações, fortalecendo modalidades como o risco sacado.
  • Avanço da automação financeira, impulsionando a digitalização da gestão de recebíveis.

Esses movimentos consolidam um mercado de crédito mais moderno e preparado para atender empresas de todos os portes.

O que muda para quem antecipa recebíveis?

Para empresas que utilizam a antecipação de recebíveis, a principal mudança é a evolução do processo de análise e negociação dos títulos.

Com informações padronizadas e maior rastreabilidade, as operações tendem a ser mais rápidas, confiáveis e eficientes, favorecendo o acesso ao capital de giro.

A Optacred acompanha essa evolução

Na Optacred, acompanhamos de perto as mudanças do mercado para oferecer soluções de antecipação de recebíveis cada vez mais ágeis e competitivas.

Com a evolução da duplicata escritural, seguimos preparados para ajudar sua empresa a aproveitar as novas oportunidades de crédito e manter um fluxo de caixa saudável, sempre com atendimento especializado e as melhores condições para o seu negócio.

Thais Bittar THAIS BITTAR

Thaís Bittar é Sócia e Diretora da Optacred Factoring e FIDC, com mais de 14 anos de experiência em antecipação de recebíveis. É formada pela FGV-SP e também Diretora da ABRAFESC.

🔗 LinkedIn de Thaís Bittar

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